Experts    |    Eu, profissional    |    Tendências    |    Guia da Beleza
Voltar

Unhas

Fotos: Shuttersctock

Vantagens da cutilagem russa para clientes e manicures

A cutilagem russa traz um diferencial para o serviço de manicure e benefícios para os clientes: sem riscos de corte, é ideal para diabéticos e a manutenção é quinzenal. Saiba tudo sobre o método

As mulheres russas são conhecidas no mundo inteiro por dois motivos: a beleza física e as unhas saudáveis. Tanto que grandes marcas de cosméticos de tratamento de unhas e cutículas são, originalmente, vindos da Rússia. E sabe qual é um dos segredos das russas nesse quesito? O modo de retirar a cutícula! Em vez de usar alicate, como nós, elas usam tesourinha. Neste post, vamos falar sobre essa técnica que, aliás, está bombando nos últimos meses por aqui e ainda pouca gente conhece. É a cutilagem russa ou manicure russa.

No procedimento, o bom e velho alicate de cutícula é substituído por uma tesourinha própria para a região e uma lixa elétrica cilíndrica, que lembra uma broca. “Em vez de simplesmente empurrar ou mesmo cortar a cutícula com o alicate — o que normalmente favorece exageros por ser uma ferramenta muito cortante, estimula o crescimento contínuo da película e pode levar à retirada acidental de ‘bifes’ —, na cutilagem russa o profissional elimina delicadamente e com cautela o contorno da unha com a tesoura e a lixa”, explica Vanessa Castro, instrutora do curso de manicure do Instituto Embelleze unidade Santo Amaro, São Paulo (SP). Some a esses benefícios o fato de não ter mais aquelas “peles levantadinhas” crescendo em volta da unha, já que a cutícula não será removida, apenas aparada.

A cliente fica feliz...  

A manicure russa pode ser feita nas unhas das mãos e dos pés, e praticamente não há contraindicação. “Mas pode-se dizer que nos casos de cutículas muito finas e de diabéticos, a técnica é altamente indicada, por permitir ao profissional mais controle e delicadeza”, destaca Vanessa Castro. A técnica parece mesmo ser tudo de bom: além de reduzir a praticamente zero o risco de cortes, a manutenção é quinzenal, diferentemente do procedimento feito com alicate, que geralmente requer idas semanais ao salão. Isso, porque, como só é retirado o excesso de pele com a tesourinha, sem arrancar a cutícula, não há um crescimento acelerado e regular, dessa pele. Resultado: com o tempo, a cutícula que vai cobrindo a unha deixa de ser um fator antiestético. No final das contas, o procedimento quinzenal não chega a representar uma contenção de custo, já que o valor da cutilagem russa é dobro da manicure tradicional — o que fica elas por elas. Por outro lado, tem o ganho de tempo, já que as visitas ao salão são quinzenais.

Se durante a quinzena a cliente reclamar do desbotamento do esmalte (já que vai levar mais tempo para ela voltar para o salão), sugira que ela aplique um top coat antes de terminar a quinzena, para dar um up na cor e no brilho das unhas. Ah, e repita para ela a velha e boa dica (superútil) de usar luvas durante os afazeres domésticos para preservar ainda mais o esmalte.

Uma dica: ressalte os benefícios da cutilagem russa listados aí acima para as suas clientes apostarem na novidade! Ok, a gente sabe que não é nada fácil mudar a tradição do alicate, tão forte para as brasileiras. Mas o protocolo russo tem todo potencial para fazer a cabeça das mulheres e cair no encanto. Num primeiro momento, é comum que algumas clientes nem queiram conhecer a cutilagem russa por “ter ouvido falar” que se trata de um procedimento caro. Então, é aqui que entra a habilidade do profissional de explicar tudo direitinho, com detalhes.  

O profissional em manicure sai ganhando...

Investir na cutilagem russa é um diferencial para a carreira de manicure. Isso mesmo. É preciso acompanhar as novidades e tendências para ser visto de forma diferente e até se tornar uma referência no domínio de técnicas moderninhas entre as clientes. A cutilagem russa é uma excelente oportunidade para dar um up no seu menu de serviços. Apesar de ser um procedimento que já existe, a febre é agora! Conclusão: vai ganhar quem oferecer o serviço do momento. Sem contar que o espaço de beleza que sai na frente com novidades desse tipo ocupa outro patamar no mercado, muito acima de quem continua oferecendo o básico. Há mais chances de fidelizar clientes com serviços exclusivos ou diferenciados. E, claro, o profissional também se torna especial, tendo uma formação acima da média, especialmente nesse caso que envolve saúde por se tratar de cuidado com as cutículas. O profissional inspira confiança, credibilidade.

Cutilagem russa passo a passo  

Entenda, a seguir, como é feita cada etapa da técnica que é sucesso e, depois, é só se lançar para experimentar!

1

O esmalte (ou resíduos) é retirado com removedor sem acetona. Depois, as unhas são molhadas suavemente com água. Após enxugadas, recebem um hidratante. Quanto mais grossa e grande a cutícula, mais tempo é necessário para o produto agir e amolecer a estrutura. Já as cutículas mais finas nem precisam tanto desse recurso do creme, é opcional.

2

Em vez de utilizar a espátula para empurrar a cutícula, na cutilagem é usada a broca, que nada mais é do que uma lixa cilíndrica elétrica. Esse é o grande lance da manicure russa. A função dessa ferramenta é levantar a película, facilitando a etapa seguinte (corte com a tesourinha), e polir a unha, removendo as peles que ficam aderidas à superfície.

3

Com a cutícula suspensa e descolada fica muito mais fácil removê-la com a tesourinha, que tem uma curvatura na ponta que acompanha a anatomia dessa estrutura de pele. Lembrando que, no caso de cutículas muito finas ou discretas, nem é necessário remoção com a tesourinha, basta o polimento com a broca.

4

A partir daqui a esmaltação é feita normalmente, conforme o método de cada profissional.  

 

Gostou? Deixe o seu comentário e compartilhe o post com a sua rede de amigos!

 

Tags

cutilagem russa, manicure, unhas, saúde das unhas, alicate, cuidado com as unhas, curso de manicure, Instituto Embelleze

Comentários

Fique por dentro
Cadastre-se e receba as novidades!

Veja também ...

COMO SE BARBEAR CORRETAMENTE
Um ato tão corriqueiro para os homens, como o barbear, pode se tornar pesadelo quando surgem inflamações, ardência, irritação e pelos encravados no pós-barba. Ninguém merece! Mas dá para evitar todos esses incômodos se você se munir das ferramentas certas e do ritual que prepara a pele para a navalha ou a lâmina. O instrutor Emerson Ferreira, do Instituto Embelleze de Brasília (DF), dá todas as dicas. Acompanhe! Comece com a limpeza da pele Não, não pule esta etapa! Não é bobagem nem perda de tempo. É que ao lavar o rosto (de preferência com um xampu próprio), a gordura da pele, juntamente com a sujeira, é eliminada o que evita inflamações. E não é só: essa limpeza já suaviza e hidrata os pelos da barba, preparando-os para serem eliminados mais facilmente. No enxágue, use água morna para ajudar a dilatar os poros. Aplique creme de barbear “Embora exista creme e espuma, eu prefiro o gel de barbear, pois acho que ele permite um deslize melhor da navalha sobre a pele, evitando cortes”, diz Emerson. Seja qual for a sua escolha, não ignore esse passo, pois é o produto que vai proteger a sua cútis de eventuais danos na hora de passar a lâmina para arrancar os rígidos pelos da barba. Estima-se que são cortados até 25 mil pelos ao barbear e o corte rente sem proteção pode provocar, no mínimo, irritação, ok? Escolha navalha ou lâmina Se você não sabe se barbear com navalha ou nunca tentou, esqueça e invista numa boa lâmina. É que o corte dela é poderoso e, por isso mesmo, o risco de se cortar é grande. Então, deixe para se submeter ao primoroso acabamento a navalha na barbearia, sob os cuidados de um profissional. Em relação à lâmina, escolha uma que se adapte melhor ao seu rosto e cuide bem do aparelho. Não use os que estão sujos ou desgastados, pois oferecem maior risco de falhas, cortes e irritação. Como saber se a lâmina está adequada? Fácil: se você não tiver que forçar as passadas para tosar os pelos nem sentir puxões ou desconforto, não precisa trocá-la. Faça o corte perfeito Passar a lâmina no sentido do crescimento dos fios evita a irritação da pele e o risco de encravamento dos pelos, porém não é eficiente no quesito efeito de pele lisinha e suave. Se você faz questão de um barbear rente, faça então a barba no sentido contrário ao crescimento. Analise primeiro em que direção o pelo cresce esfregando sua mão no rosto. A direção que oferecer resistência indica o sentido contrário ao crescimento do pelo. Depois, lave o rosto com água morna e aplique o gel ou o creme de barbear. Aguarde três minutos para os fios amolecerem e, daí, passe a lâmina primeiro no sentido do crescimento. Reaplique o gel e raspe novamente, agora no sentido contrário. Use pós-barba Para ajudar a pele a se recuperar da agressão da lâmina, aplique no rosto limpo um hidratante pós-barba. Não é frescura! Ele ajuda a reparar o tecido, formar uma película protetora, amaciar a pele e prevenir inflamações.      BARBEAR DA PELE SENSÍVEL Especialmente quem faz a barba todos os dias acaba desenvolvendo a sensibilidade da pele, devido ao atrito da lâmina. O resultado é ardor e bolinhas avermelhadas. A solução é se munir de produtos para pele sensível e, antes de se barbear, fazer uma compressa com toalha quente para amolecer bem os pelos e facilitar o corte. Depois aplique a espuma ou o gel normalmente. Escolha um aparelho de barbear com lâminas bem juntas para ajudar a reduzir a pressão e, assim, provocar menos irritação na pele. Procure raspar com movimentos leves e suaves, sem imprimir força, e passe a lâmina no sentido do crescimento do pelo. Só raspe no sentido contrário nos pontos em que os fios estão aparentes ou espetando. Deixe para barbear a região ao redor do lábio por último para que dê tempo de os pelos ficarem de “molho” na espuma ou no gel de barbear, enfraquecendo assim os fios. Terminada a tarefa, enxágue o rosto com água fria, seque-a suavemente e use uma loção pós-barba calmante.   Para saber mais sobre como se barbear e outros cuidados com a beleza masculina, como modelagem e designer de barba, aparo de pelos faciais, cortes de cabelo e muitos outras técnicas de transformação, faça o curso Barbeiro Academy Hair. O barbeiro formado pelo Instituto Embelleze também será capaz de conhecer informações sobre o mercado, excelência em atendimento ao cliente e como montar sua própria barbearia.  
> Leia mais
Como fazer a transição capilar sem sofrer
Celebridades, como a cantora Ludmilla e até a ex-primeira dama americana, Michelle Obama, estão arrasando com seus cachos naturais depois da transição capilar. O processo consiste em recuperar e assumir o formato ondulado ou crespo depois de ser lisa por um determinado período de químicas artificiais. Sair da progressiva, escova definitiva, relaxamento ou outros métodos não é nada fácil, a gente sabe, afinal demanda muita paciência e cuidados especiais durante um bom tempo. Mas quem já encarou a situação assina embaixo: vale a pena! E é justamente essa propagação positiva a responsável pela forte tendência na adesão de cada vez mais mulheres à transição capilar. Entre os motivos relevantes dessa mudança de comportamento estão o poder nocivo das substâncias que alisam e a libertação de ter um cabelo cacheado natural (e por consequência mais saudável!). Se você é cabeleireiro profissional, saiba que pode ajudar e muito sua cliente “artificialmente lisa” a resgatar os fios naturais. Precisa de uma orientação? Então siga o nosso guia completo que ensina a passar por todas as etapas da transição capilar sem sofrer.       A cantora Ludmilla e Michelle Obama antes e depois da transição capilar      FASE 1 – Abandonar a química A partir do momento que você decide não retocar mais o procedimento químico, é preciso segurar a ansiedade e começar a exercitar a paciência. Para uma transição capilar sem drama ou complicações, a melhor saída é focar no objetivo de recuperar os fios naturais e a saúde do cabelo. “Isso porque o processo pode ser demorado e diferente para cada tipo de cabelo, então é preciso saber esperar. E não tem como mensurar o período exato que é necessário, deve ser analisado caso a caso. É bom ter em mente que nenhum produto é milagroso, o melhor aliado nesse projeto é mesmo o tempo”, enfatiza Douglas Baptista, cabeleireiro e gestor Pedagógico do Instituto Embelleze Franchising. Outro ponto importante é que quanto maior a diferença de textura entre os fios naturais e os processados quimicamente, maior a necessidade de saber esperar. Mas além de resiliência, alguns métodos podem ajudar bastante como penteados que disfarçam, um bom corte (na hora certa!), produtos que nutrem e hidratam e cuidados essenciais no dia a dia. Tudo isso pode amenizar a angústia dessa fase de ansiedade. “Esse arsenal de alternativas, além de auxiliar na beleza e saúde do fio, auxilia na harmonização de texturas similares entre pontas e raiz e no crescimento do cabelo, fazendo com que o período da transição capilar passe mais rápido”, garante Douglas. FASE 2 – Esperar o cabelo crescer Além da paciência, a transição capilar ainda envolve a autoestima, tema delicado para as mulheres. No entanto, existem alguns cuidados especiais para resistir (e persistir) com tranquilidade neste período em que o cabelo fica sem forma e com um volume indesejado. Hora de se munir com alguns truques espertos para viver em paz com a raiz ondulada e o comprimento liso: Não vá contra a natureza. Pense sob o ponto de vista de aceitar o cabelo como ele é, e assumir sua identidade. “Isso significa, antes de qualquer coisa, uma desconstrução de padrões, o que é libertador tanto físico quanto socialmente”, destaca Douglas Baptista. Afinal, quem disse que cabelo bonito é necessariamente liso? Essa aceitação do natural só aumenta a autoestima e favorece bastante o processo de resgate dos cachos. Aproveite para brincar com a sua imagem. Use o período de transição capilar para abusar dos acessórios e adotar um visual diferente. Lance mão de lenços, turbantes e bandanas – os tecidos estão super em alta como adorno de cabeça. Então, se joga! Penteados são sempre um sucesso. Não faltam opções para deixar os cabelos presos com estilo: moicanos, tranças embutidas nas laterais ou partindo da região da frente da cabeça e, claro, o clássico rabo de cavalo são bem-vindos. E para quem gosta de sair do lugar-comum, os famosos apliques e as extensões capilares também podem ser muito úteis nesta fase da transição capilar. Não hesite em optar pela texturização. Isto é, uma técnica para disfarçar a diferença entre as duas texturas: a do cabelo cacheado que vai nascendo e a da parte alisada que vai perdendo o jeito de fio reto e pode ficar com uma ondulação estranha. O método da texturização é simples: consiste em cachear a parte alisada com bobes ou bigudinhos. A dica aqui é evitar ferramentas de calor, como o babyliss, por conta da fragilidade em que o fio se encontra. Invista no cosmético certo. Neste período da transição capilar, os fios estão mais porosos, sem vida e quebradiços, portanto é indispensável investir numa linha de xampu, condicionador e leave-in rica em proteínas e ativos emolientes e regeneradores, os mesmos indicados para cabelos secos e quimicamente danificados. Uma vez por semana é preciso fazer um protocolo com uma máscara bem hidratante para repor a água dos fios, que pode ser potencializada com o uso de uma ampola power, também de hidratação. Além disso, alguns detalhes ajudam e muito! Veja só: A ideia é não economizar nos cremes de pentear, leave-ins e máscaras de finalização, que ajudam a dar forma ao cabelo e, por consequência, mantê-lo domado. Fuja dos xampus anti-resíduos ou de limpeza profunda, porque são agressivos. A transição capilar fragiliza a fibra e é comum ela quebrar e cair com um pouco mais de facilidade. Formulações suaves, como nos produtos Low e No Poo, higienizam na medida certa. Elas contêm pouco ou nenhum sabão detergente, evitando, assim, que os tratamentos de hidratação sejam removidos, mantendo o fio hidratado e nutrido. Invista da linha DNA do Cacho, da Embelleze, para tratamentos em salão, além de cuidar da saúde do fio, mantém uma curvatura bonita e natural, mesmo na etapa difícil da transição capilar. FASE 3 – Cuidar intensamente da saúde dos fios O fio danificado por químicas alisantes perde sua proteção natural – as cutículas; e, com o tempo, fica desidratado, sem nutrientes e com pouca matéria. Sim, não sobra quase nada! O cronograma capilar é fundamental nesta fase. Os tratamentos do calendário, que alternam hidratação, nutrição e reconstrução são muito úteis, pois têm princípios ativos diferentes e se complementam fornecendo aos fios tudo o que eles precisam na etapa de fragilidade extrema. A hidratação, feita com máscaras concentradas, repõe a água. A nutrição recupera o lipídeo (aquela oleosidade natural da raiz que nutre o fio) e os ativos essenciais, e pode ser feita com óleos comerciais, de linha, ou os naturais como, por exemplo, o de coco, amêndoa ou oliva. A reconstrução é essencial para recuperar a queratina e formar de novo a cadeia de aminoácidos que reestrutura o fio danificado por químicas pesadas, como as dos métodos de alisamento. Geralmente, os produtos ideais para reconstruir o fio são à base de óleos e manteigas, como os de karité, argan, murumuru. FASE 4 – Livrar-se de vez da parte lisa do cabelo Quando chega a fase em que já é possível cortar uma boa parte dos fios alisados e começar a dar forma ao caimento dos fios naturais é sinal de que a angústia da transição capilar está chegando ao fim! No entanto, é preciso conhecimento para saber qual o momento certo de recorrer à tesoura. Dependendo do caimento do cabelo, quando a raiz crespa começa a crescer, o comprimento costuma ficar muito irregular, por isso é importante ouvir a opinião de um cabeleireiro. Em alguns casos o corte reto, o mais desejado pelas mulheres por significar “adeus à tortura”, pode deixar as pontas desiguais e não ter um caimento harmônico. Já o corte em camadas é quase sempre a melhor solução, pois ele traz simetria ao cabelo. Mas ainda assim é importante analisar caso a caso, pois essa teoria pode não se aplicar para algumas mulheres. Só mesmo um profissional especializado para indicar a hora e o estilo do corte correto. As mais corajosas costumam cortar o mal pela raiz, literalmente. Se jogam no corte radical, bem curtinho, conhecido como Big Chop – nesse caso, não há nenhuma contraindicação, é só querer.    A atriz Nathalie Emmanuel também decidiu assumir os lindos cachos
> Leia mais
Copyright © 2020 · Todos Direitos Reservados