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Barbearia

Fotos: Shutterstock

Como tratar a caspa

Os indesejáveis floquinhos brancos acometem mais a ala masculina do que a feminina e, no inverno, piora um pouquinho. Mas, calma, com alguns tratamentos e mudanças de hábitos é possível minimizar o problema e aprender como tratar a caspa

Barba, cabelo, bigode e sobrancelha. É muita tentação para os floquinhos brancos... Brincadeira à parte, o que torna mesmo os homens mais suscetíveis à caspa não é a quantidade de pelos. Na verdade, as causas são desconhecidas, mas dermatologistas e terapeutas capilares, por suas experiências clínicas, já conseguem tirar como base alguns fatores que indicam o aparecimento da dermatite seborreica, nome clínico da caspa. Os motivos são diversos: sabe-se que alterações hormonais, estresse, água muito quente, clima seco, frio e mudanças bruscas de temperatura agravam o quadro. E, para piorar, outros dois fatores bombásticos: o primeiro é fisiológico — os homens tendem a ter a pele e o couro cabeludo mais oleosos e os fungos da caspa fazem a festa, pois se alimentam dessa oleosidade —; e o segundo fator é social, a maioria dos homens negligenciam a ida ao dermatologista, assim o caso se intensifica e fica cada vez mais difícil saber como tratar a caspa (ou preveni-la).

Os ombros não mentem

Depois da calvície, a principal reclamação dos homens é a caspa. Você que é profissional já deve ter percebido na bancada da barbearia. Não é para menos, os floquinhos brancos atingem 40% da população mundial, sobretudo o sexo masculino. Geralmente, os sintomas — entre eles vermelhidão, irritação do couro cabeludo e, por fim, descamação da pele que é o que caracteriza a caspa — vêm acompanhados de coceira e bastante incômodo, além do aspecto visual dos pontinhos claros nos cabelos e pelos do rosto e também nas roupas – fato bastante desagradável. Detalhe: as consequências não param por aqui, quando não tratado adequadamente, o quadro pode evoluir e levar à queda capilar – é isso que os clientes precisam entender para terem uma noção plena dos riscos que correm e assumirem a responsabilidade de tratar a caspa no seu cotidiano. Portanto, barbeiro profissional, recomende ao seu cliente que não subestime o problema achando que é algo do dia a dia — quanto antes for tratado, melhor. É nessa tecla que o profissional precisa bater. Por isso, ao menor sinal dos sintomas, oriente a clientela para que lance mão de alguns cuidados adequados que inibem a proliferação do fungo, e já enfatize o quanto é importante fazer deles bons hábitos. A seguir, listamos algumas dicas preciosas que fazem grande diferença no controle da dermatite seborreica. Se for o caso, aproveite o inverno, época de maior incidência do problema, e faça panfletos com as orientações sobre como tratar a caspa e deixe no balcão do caixa da barbearia. Ou, então, envie as recomendações por whatsapp ou e-mail. Pode ter certeza de que a sua clientela vai curtir e se sentir valorizada. Confira!

como tratar a caspa
COMO TRATAR A CASPA

Fique longe de água quente

Lave o cabelo com água morna ou fria, pois a temperatura alta estimula a produção de oleosidade e favorece a formação de caspa. Vale fazer um esforcinho nesse sentido, porque a água quente contribui demais para o surgimento dos pontinhos brancos.

A lavagem perfeita

Além da temperatura da água, que precisa estar morna ou fria (ah, assim como a quente, a água gelada também é proibida!), a maneira de lavar o cabelo faz toda diferença para quem está em pleno processo de como tratar a caspa. Alguns cuidados preservam a região irritada de um desgaste maior.
*“O cabelo deve ser lavado suavemente, obedecendo a direção do crescimento natural dos fios, nunca ao contrário. É bom evitar movimentos circulares e com muita pressão também. Na barbearia, por exemplo, quem se responsabiliza por essa etapa, não pode ter unhas grandes e deve sempre utilizar a polpa da ponta dos dedos”, aconselha o tricologista Luciano Barsanti, presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia.

  • Todos nós sabemos que o ritual de lavar o cabelo na barbearia hoje em dia, assim como todo o período de permanência do cliente nesse espaço, é um momento de relaxar, mas que requer técnica. “Quem não gosta de uma bela drenagem ou massagem capilar? Porém, todo cuidado é pouco. O excesso de estímulo na região do couro cabeludo – e em outras áreas afetadas, como a barba, por exemplo, – pode aumentar a produção de sebo e agravar o problema, além de atrapalhar o ‘projeto como tratar a caspa’. Em fios muito oleosos é melhor que o profissional evite massagens”, aconselha a terapeuta capilar com MBA em cosmetologia Sheila Bellotti, do Rio de Janeiro.
  • Para finalizar, uma dica básica, mas fundamental: é importante utilizar um xampu de acordo com o tipo de fio e condições do cabelo, como os tingidos, cacheados, muito oleosos, secos demais...

Nunca durma com os fios úmidos

Isso é expressamente proibido! A umidade e o “ambiente” abafado do travesseiro são as condições ideais para a proliferação de fungos e bactérias. Se for inevitável lavar o cabelo à noite, seque-o completamente antes de se deitar, com o jato do secador morno ou frio, nunca quente (o princípio é o mesmo da água, para não estimular a formação de sebo).

De olho no xampu adequado

Esse é um fator que exige atenção redobrada e tem relação direta com a intensidade e o estágio do problema. Um homem que ainda não está com os sintomas, mas tem propensão à dermatite seborreica, sobretudo com a chegada do inverno, deve usar um xampu neutro ou natural à base de camomila, babosa, mirra ou eucalipto, ingredientes refrescantes e calmantes. No caso da descamação já estar instalada, é indicado o uso dos xampus anticaspa, que contêm peritionato de zinco, o ciclopirox olamina ou cetoconazol na formulação. Agora, uma superdica para aqueles homens que têm costume de usar xampus adstringentes ou anti-resíduos a fim de controlar a oleosidade natural: eles ressecam muito a pele e o couro cabeludo, provocando o efeito rebote, isto é, favorecem a descamação e, ainda por cima, estimulam mais a produção de sebo. Uma alternativa, para aliviar os fios sobrecarregados de oleosidade, é utilizar os xampus adstringentes mais suaves, aqueles indicados para cabelo oleoso.

Boné: use com moderação

Você é daqueles que não dispensa um boné? E quando não dá para ir com ele, providencia logo um chapéu ou boina? Então, está mais do que na hora de se desvencilhar desse hábito. Parece bobagem, mas esses acessórios são mais prejudiciais do que parece. Eles abafam os fios e, dessa forma, deixam o couro cabeludo com oleosidade e suor, sem poder respirar, ou seja, o ambiente é perfeito para a proliferação da caspa. O ideal é usar a peça em dias alternados ou a cada dois dias e caprichar na higiene nos dias em que optar pelo uso, deixando o cabelo secar completamente, claro.

Nada de receitas caseiras

Sugestões que envolvem a aplicação de produtos, como vinagre, limão, gotinhas disso ou daquilo, não têm nenhuma comprovação de benefício. Outra coisa que é melhor não fazer: usar produtos abrasivos para higienizar, porque irritam ainda mais o couro cabeludo. Nenhum ingrediente da geladeira, fruteira ou dispensa pode solucionar o problema. Todos podem, sim, implicar em algum risco.

Não exagere nos condicionadores e finalizadores

Está comprovado que o condicionador é indispensável na rotina dos homens. Isso mesmo, o produto não é um item opcional, ele deve fazer parte da rotina dos meninos, pois além de ajudar a selar as cutículas dos fios (abertas pelos ativos do xampu) é um cosmético que auxilia na hidratação. Reduzir o uso de cremes, finalizadores em gel e pomadas também ajuda, uma vez que esses produtos contribuem para o aumento da oleosidade do couro cabeludo.

Alimentação sob controle

Já que uma das causas da caspa é a oleosidade da pele, é natural que os alimentos ricos em gordura sejam evitados nos períodos de crise para não piorar o quadro.

Vá com calma no happy hour

Tá começando a parecer tortura, mas é verdade. Tomar aqueles drinks com a galera no final do expediente pode ser outro fator estimulante das glândulas sebáceas, o álcool ajuda a produzir mais sebo.

 

CASPA NA SOBRANCELHA?

Acredite, não é raro que os floquinhos apareçam nessa região. A maneira mais fácil de identificar se é mesmo caspa é observar manchas rosa ou vermelha com escamas na pele, que tendem a ser oleosas em vez de suaves e brancas. Nesse caso, para saber como tratar a caspa, o ideal é orientar agir exatamente como se fosse com o couro cabeludo – limpar suavemente a área afetada com um pingo de xampu anticaspa. Isso mesmo! O produto tem ativos próprios para combater o fungo da dermatite seborreica e contém ingredientes que acalmam a inflamação. Depois, para evitar qualquer acúmulo, é indicado aplicar um hidratante não oleoso sobre as manchas secas ou escamosas.
No mais, siga os mesmos princípios de quem tem pele com acne (e não deve espremer espinhas):

  • Manter os dedos longe das sobrancelhas.
  • Tentar remover os flocos de uma área já inflamada só vai piorar a situação.
  • A ordem é evitar substâncias como o ácido glicólico, peróxido de benzoíla, medicamentos para acne ou cremes antienvelhecimento, que causam ainda mais irritação.
  • De um modo geral, é a mesma conduta de como tratar a caspa do couro cabeludo, com pouquíssimas particularidades.

 

como tratar a caspa
BARBEIRO, TENHA UM PAPO RETO COM O SEU CLIENTE

Apesar da caspa ser um problema aparente, sobre o qual tanto o profissional quanto o cliente sabem que existe, é importante falar a respeito. Portanto, barbeiros e auxiliares, a primeira providência a tomar é trocar uma ideia com o cliente assim que se deparar com o menor sinal de algum sintoma: oleosidade excessiva, coceira, vermelhidão, descamação e, óbvio, os próprios floquinhos brancos. Isso para que ele, antes de qualquer coisa, possa saber como tratar a caspa e, em segundo lugar, não pense que está tudo sob controle. Como é um assunto delicado e, de certa forma, constrangedor, é preciso cautela e franqueza para lidar com o tema no dia a dia da barbearia, sem que isso se torne um drama. “Basta ter jeito e educação, mas jamais permanecer calado diante de um fato desses, pois o problema pode se agravar”, ressalta Luciano Barsanti. E, como a maioria dos distúrbios dermatológicos, as chances de controle são bem maiores quando o tratamento é feito na fase inicial.

Além dessa saia justa, existem outras que rondam o tema como, por exemplo, a responsabilidade de resolver o problema. Por isso, é bom deixar claro se o cliente insistir num tratamento mais profundo na barbearia (por falta de tempo ou de dinheiro para ir a um especialista): o profissional de estética não tem obrigação e nem conhecimento para resolver esse tipo de disfunção. O que os profissionais da barbearia podem fazer é alertar o cliente diante de qualquer alteração, como oleosidade e queda excessivas, descamações, entre outras. Cabe a eles sim, orientar o homem a procurar uma ajuda específica de um médico ou terapeuta. Inclusive, essa atitude consciente agrega valor ao serviço oferecido pela barbearia, que será vista como uma empresa séria e comprometida com a saúde dos clientes que vão poder saber como tratar a caspa.

 

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Existem muitos curiosos entrando na área, sem o mínimo de conhecimento, e colocando a saúde das clientes em risco. Isso significa que, quem tiver a qualificação necessária e atuar corretamente se destacará nesse mercado. Quando bem realizado, esse trabalho fideliza a cliente e gera uma renda bastante considerável. Vale lembrar que o investimento inicial não é muito elevado e o ganho real é alto”, afirma Daniele Carlim, coordenadora pedagógica do Instituto Embelleze Interlagos (SP). GUIA PRÁTICO DA EXTENSÃO DE CÍLIOS A seguir, Daniele Carlim esclarece tudo sobre a extensão de cílios — para quem quer se submeter à técnica ou aumentar os conhecimentos para recomendá-la às clientes. Qual é a técnica A tradicional ou clássica, conhecida no mundo todo, é chamada extensão fio a fio. “No Instituto Embelleze ensinamos a alongar os cílios com essa técnica, que oferece um resultado naturalíssimo ao olhar”, diz Daniele. Segundo a expert, já existem variações da fio a fio no mercado, porém, para realizá-las, o profissional precisa saber fazer a extensão fio a fio e ter experiência de, pelo menos, seis meses na sua aplicação. Passo a passo da extensão A primeira etapa antes da fixação dos cílios é a análise das características físicas e da personalidade da cliente. “Dessa forma, conseguimos harmonizar o olhar da pessoa, suavizando ou ressaltando algum traço que ela possui. O processo é totalmente individualizado”, explica Daniele. E não é só: uma ficha de anamnese detalhada também é preenchida para descartar o risco de alergia ou irritação na região ocular. O próximo passo é verificar o formato dos olhos da cliente, notando a distância entre eles e o tamanho dos cílios naturais. Feito isso, o designer de cílios separa o material mais indicado (existem fios sintéticos ou de seda de vários tamanhos, espessuras, cores e curvaturas) e começa a aplicação dos fios. As extensões são coladas uma a uma, em cada cílio natural, respeitando a fase de crescimento em que cada fio de encontra. “A aplicação das extensões precisa ser feita simultaneamente em ambos os olhos, porque se por algum motivo o trabalho tiver que ser interrompido, os olhos estarão visualmente parecidos. Ao final, os cílios são penteados e está pronto”, detalha a instrutora do Instituto Embelleze. Para quem é indicada A extensão de cílios fio a fio pode ser aplicada em qualquer pessoa, desde que não tenha nenhuma doença ocular ou histórico de alergias. E não são só as mulheres que podem lançar mão do procedimento: os homens também podem se beneficiar com fios menos curvados, mais discretos. O que pode e não pode ser feito depois da extensão fio a fio  Nas primeiras 24 horas após a aplicação evite molhar os cílios. Para o banho é recomendado proteger os olhos com óculos de natação. Não faça atividades que provoquem a transpiração excessiva, como ginástica aeróbica. Não use maquiagem. Sempre que for dormir, cuidado para não esfregar o rosto no travesseiro. Não use máscara de cílios à prova d’água e itens oleosos difíceis de limpar, como lápis de olho. “É que esses cosméticos precisam ser removidos com demaquilante bifásico, que contém óleo na composição. A substância pode causar o descolamento das extensões”, alerta Daniele. A máscara para cílios comum pode ser aplicada, mas nem é recomendado, pois as extensões já são tão realçadas que dispensam o produto. No dia a dia, lave os olhos sem esfregá-los. Se necessário, use xampu de bebê diluído em água há higienização. Para alinhar os cílios, penteie-os usando uma escovinha de rímel limpa. Quanto tempo dura a extensão A durabilidade varia entre 3 e 4 semanas, após esse período o ideal é a cliente procurar o mesmo profissional para fazer a manutenção. Como? “Os fios que estão mais nas pontas dos cílios que cresceram são removidos e novas extensões são coladas no lugar”, explica Daniele. Mas a duração também está relacionada aos cuidados diários. Importante: de forma alguma puxe ou retire as extensões em casa, mesmo as que estiverem caindo, justamente para preservar a integridade dos cílios naturais.   Interessado em ser um designer de cílios? No curso do Instituto Embelleze você aprende muito mais que a técnica de extensão fio a fio. As aulas ainda capacitam o aluno a realizar lifting e coloração de cílios, incluindo todos os assuntos correlatos, como a anatomia dos olhos, saúde ocular, biossegurança, design, proporções e mapping, aplicação e cuidados pós procedimento. Torne-se um profissional competitivo no mundo da beleza!
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